quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Ateneu em novo endereço!

Em tempo comunicamos a todas e todos com quem temos lutado e compartilhado experiências nos anos de vida que tem nosso projeto que o Ateneu Libertário Batalha da Várzea desde julho tem novo endereço na rua Lobo da Costa 147 Azenha, Porto Alegre. Um novo local para continuar as atividades de cultura, resistência e solidariedade que encarna o Ateneu foi possível graças ao apoio de muits compas e uma associação, que nos deixa muito felizes, com o coletivo de artistas rebeldes da banda La Digna Rabia. Compartilharemos a gestão coletiva do local em pacto de ajuda mútua com estes companheiros.
Uma nova fase, novo desafio, que gesta muitos projetos e que convoca como sempre a participação. Que sejam tods bem vindos os que levamos um mundo novo nos corações.  

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Chamado de solidariedade ao Coletivo Mãos na Terra!
Companheir@s,
Sabemos que frequentes chuvas que vem ocorrendo estão atingindo diversas regiões do Estado e do Brasil. Conosco não foi diferente. A última chuva atingiu diretamente as famílias associadas da Cooperativa Ateneu e Mãos na Terra. Nós do apoio urbano estivemos visitando neste último domingo o assentamento, a situação é muito triste. Toda a produção foi perdida pela chuva e pelo granizo, além de casas com as telhas completamente comprometidas e também no interior das casas.
Contamos com a solidariedade de todos e todas neste momento para que possamos reativar com toda a força a produção agroecológica autônoma!
Estamos disponibilizando para quem quiser pegar ou comprar, uma rifa com sorteio no dia 07 de novembro. Os brindes são um livro “ Zapatistas: escuelitas para a autonomia”, uma camiseta da Ser y grafia, uma bolsa da Cooperativa de costura e alguns itens orgânicos e integrais. O valor de cada é rifa é 10 reais.
Contamos com a solidariedade de todos e todas! Quem quiser a rifa entrar em contato por ateneumaosnaterra@gmail.com!





segunda-feira, 28 de outubro de 2013

(Vídeo) Alberto "Pocho" Mechoso por Juan Carlos Mechoso



“...a melhor e autentica maneira de recordar nossos companheiros é continuar a luta pelos ideais pelos quais caíram. Continuar sem claudicações, com a firmeza que exige um inimigo como o que temos em frente.

...O que vem não será fácil de enfrentar, mas o fácil quase sempre é o pior nesse caminho.”” Juan Carlos Mechoso. 

Nas próximas semanas nossa organização estará dando início aos trabalhos de seu VI Congresso. Escolhemos homenagear nessa instância o companheiro Alberto “Pocho” Mechoso. 

Pocho foi um dos fundadores da nossa co-irmã Federação Anarquista Uruguaia (FAU) em meados da década de 1950. Operário da indústria frigorífica, militou sindicalmente em sua então recém fundada organização, através da Federação de Operários da Indústria da Carne, tendo participado ativamente do processo de unificação sindical no país que levou à formação da Convenção Nacional dos Trabalhadores (CNT) em 1966, ao lado de outros companheiros de FAU como Leon “el Loco” Duarte (operário da indústria da borracha/pneus) e Gerardo Gatti (operário gráfico). 

Com o recrudescimento da repressão política no país em finais da década de 1960, que ilegaliza a FAU em 1967 junto a outras organizações, Pocho passou à clandestinidade e assumiu a tarefa de ser um dos responsáveis pelo desenvolvimento do aparelho armado da organização, posteriormente denominado de Organização Popular Revolucionária 33 Orientales (OPR-33), que desenvolveu inúmeros operativos armadas no país. O acionar da OPR-33 guardava uma considerável distância das concepções foquistas, adaptadas para uma realidade urbana pelos Tupamaros no Uruguai, defendendo um vínculo da luta armada com o desenvolvimento da radicalidade do movimento de massas e sua subordinação a um instrumento político (organização/partido), neste caso, a FAU. Nesse sentido, a OPR-33 protagonizou ações como seqüestros de dirigentes da patronal em meio a conflitos sindicais, operações de sabotagem, expropriações financeiras para financiar o desenvolvimento da organização e alimentar fundos de greve dentre outras. 


Preso em fins de 1972, Pocho conseguiu fugir do quartel de 5. Artilharia de Montevidéu após ter resistido a violentas seções de tortura que buscavam informações que pudessem desarticular o aparelho da organização, refuginado-se em seguida em Buenos Aires onde seguiu atuando junto a outros companheiros da FAU/OPR-33 com o objetivo de criar uma estrutura de “retaguarda” ao golpe de Estado que a organização sinalizava que era iminente e, ocorreu de fato em junho do seguinte ano. 

Preso em 1976, quando do golpe na Argentina, Pocho passou pelo centro de detenção clandestino Automotores Orletti, junto a muitos outros companheiros da FAU e de outras organizações (Orletti cumpriu a infame tarefa de ser a principal prisão para onde eram enviados os muitos uruguaios que viviam clandestinos na Argentina), como os citados Leon Duarte e Gerardo Gatti, que, assim como Pocho foram desaparecidos pela sanguinária cooperação das ditaduras do Cone Sul, a Operação Condor. 

Os restos mortais de Pocho foram identificados em 23 de maio de 2012 após terem sido encontrados junto a outros 06 militantes ao fundo de águas argentinas dentro de um tanque com cimento. 

A firmeza de Pocho e de tantos outros companheiros(as) como Elena Quinteros, León Duarte, Gerardo Gatti, Idílio de León, Heber Nieto, frente a infâmia repressiva dos de cima é um exemplo de força e convicção ideológica que nada é capaz de dobrar. 

Concluímos estas linhas em homenagem a este inesquecível companheiro reproduzindo o vídeo gravado no Ateneo del Cerro, em Montevidéu do pronunciamento de seu irmão, Juan Carlos Mechoso, por ocasião da entrega de seus restos mortais. Também fundador e militante da FAU, Juan Carlos Mechoso passou toda a ditadura uruguaia (1973-1985) no cárcere, tendo se “atirado” no trabalho de reorganização da FAU assim que sai da prisão, onde segue militando nos dias de hoje. 

Não ta morto que peleia!
Aberto “Pocho” Mechoso: Presente!
Arriba los que luchan! 

Federação Anarquista Gaúcha - FAG


Publicação da FAU sobre Pocho Mechoso

Clique na imagem para acessar o PDF

terça-feira, 1 de outubro de 2013

ATENEU LIBERTÁRIO É INVADIDO PELA POLÍCIA PELA 2 VEZ EM MENOS DE 4 MESES




Na tarde desta última terça-feira, 1 de outubro de 2013, o Ateneu Libertário A Batalha da Várzea que faz local político-social para a Federação Anarquista Gaúcha foi invadido pelas forças repressivas do governo Tarso do PT pela segunda vez. A porta da sede foi arrombada e teve suas dependências e equipamentos revirados. Por cima de uma mesa foi deixado um bilhete que dizia: “passei por aqui e a porta estava aberta. Gostaria de participar da FAG.”

A terça-feira amanheceu com uma forte operação repressiva desatada pelo governo estadual e a justiça sobre militantes do Bloco de Lutas e organizações de esquerda. Invasão de residências particulares, locais públicos de esquerda e campanas sobre companheiros/as foram levados a cabo durante todo o dia. Falam-se de mais de 70 mandatos judiciais de busca e apreensão ainda por serem executados. Na última quinta-feira, quando da dispersão do ato público do Bloco de Lutas cinco companheiros foram detidos e incriminados.

O governo Tarso quer calar o protesto social que foge do seu controle, que não se engana com seus malabarismos retóricos e nem se amansa com expedientes repressivos.

Não ta morto quem peleia!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Invasão policial do Ateneu Libertário e uma justiça ao gosto da Yeda




Em 20 de setembro deste ano completaram-se três meses da operação repressiva do governo tarso sobre nossa organização. Entre 15:30 e 16hs daquela sinistra quinta-feira a polícia civil arrombou o local do Ateneu Libertário A Batalha da Várzea, sem identificação e se fazendo passar por “federais”. Levaram livros e materiais para produção de faixas e cartazes. O apoio jurídico do Bloco de Lutas, que desde a primeira hora esteve solidário conosco, até nossos dias não achou nem sombra de um mandato judicial pra tal atropelo. Desde aqueles protestos de massa que ganharam as ruas de Porto Alegre a partir de abril já se vão mais de 70 processos de indiciamentos que correm em segredo. Não temos dúvidas de que a invasão de nosso local público foi parte de esquema pra criminalizar lutadores sociais e criar espantalhos pra desencorajar a luta contra os patrões e a burocracia por um transporte coletivo público, pelo direito a cidade pra juventude e os trabalhadores.

O Ateneu é um centro de cultura social que já leva mais de três anos de atividade, que promove debates políticos diversos, vídeos, cantores populares, grupos de estudo sobre socialismo e a corrente libertária, serviços de biblioteca, projetos de apoio a reforma agrária, solidariedade as lutas sindicais e populares da cidade, um longo etc.. É um espaço político-social de matriz libertária que tem impulso da Federação Anarquista Gaúcha, mas onde se reúnem e participam companheiros de distintos graus de afinidade. Ao longo dos protestos convocados pelo Bloco de Lutas pelo Transporte Público os companheiros/as do Ateneu se engajaram na primeira linha e aportaram desde o princípio do ano na formação deste movimento social. Nosso endereço público e notório na Travessa dos Venezianos foi lugar de debates e de produção de materiais de propaganda, faixas e cartazes.

De que delito nos acusava a cúpula de segurança do estado: delito de pensamento ou opinião? Que substâncias explosivas acharam: gás de cozinha pra esquentar a aguá pro chimarrão, material pra fazer o grude dos cartazes ou limpar os pincéis de tinta? O chefe da Polícia Civil do RS declarou triunfante durante a coletiva de imprensa do dia 21 de junho que havia sido encontrada em um local suspeito a confirmação de suas investigações: “vasta literatura anarquista”. A provocação foi longe a ponto de apreender livros da biblioteca e levar o fichário de sócios. Uma parte dos materiais roubados foram devolvidos em circunstâncias muito duvidosas, depois de nossa agitação e da solidariedade de companheiros e organizações sindicais, populares e de esquerda do mundo inteiro.

Com ordens do governo Tarso a polícia vandalizou o lugar público de uma organização de esquerda. Repetiram os expedientes da direita conservadora que haviam sido consagrados pela administração tucana da Yeda.

Em 29 de outubro de 2009 a sede da FAG, que então tinha endereço em outro local, foi invadida por forças da polícia civil, com mandados de busca e apreensão de equipamentos e materiais de agitação política. 6 companheiros foram processados por crime de calúnia e difamação a mando da então chefe do governo do estado. O detonante de tal medida: a campanha solidária com a luta dos Sem Terra em São Gabriel e a acusação da responsabilidade do governo pelo assassinato de Eltom Brum, com um tiro pelas costas da polícia durante despejo de uma ocupação.

Na segunda semana de setembro deste ano companheiros foram notificados pelo oficial de justiça sobre a sentença de pena de 8 meses de detenção revertidas em serviços comunitários pelo processo movido pela ex-governadora.

Protesto não é crime! O protesto não se cala! Basta de processos aos lutadores/as sociais.
Contra o medo e a opressão: Luta e Organização.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

4 anos do assassinato de Elton Brum da Silva

4 Anos do assassinato do sem-terra Eltom Brum da Silva, executado pela Brigada Militar com um tiro de 12 pelas costas. Os assassinos e os mandantes seguem impunes e nossa luta por Memória e Justiça segue vigente!

Eltom Brum da Silva! PRESENTE!!!
Não tá morto quem peleia!


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Há 40 anos da Greve Geral no Uruguai

Este vídeo foi criado pela biblioteca Gerardo Gatti para uma atividade do Sindicato de Artes Gráficas de Montevidéu, Uruguai, recordando os 40 anos do golpe de estado no Uruguai.

Reproduzimos em nossa página pela importância histórica da luta dos trabalhadores naquele momento, porque a militância anarquista da FAU teve forte presença nessa luta e porque MEMÓRIA É LUTA!